sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O que os homens querem



Afinal, o que querem os homens? Esta é a pergunta que há muito que me atormenta. Verdade seja dita que as mulheres é que têm fama de ser complicadas mas, meus amigos, a cabecita masculina também não é nada simples, não é não! Eu arriscar-me-ia a afirmar que as mulheres só são complicadas porque não sabem o que os homens querem. Isto é sabido!

Enquanto as mulheres sabem perfeitamente o que querem de um homem (ok, algumas...mas deixemos as indecisas de parte, pois essas não sabem o que querem de um homem nem de um par de sapatos nem de um secador de cabelo), os homens parecem saber...mas depois de o terem...afinal não era bem aquilo.
Para as mulheres e aqui vou citar a minha amiga Cláudia P. (que lê este blogue e vai já cobrar-me direitos de autor), basta que um homem:
1) goste de mim
2) me respeite
3) me excite
4) me divirta e se divirta comigo
5) confie em mim
6) goste de mim como sou (começa e acaba em beleza esta minha amiga!!! Eu colocaria isto em 1º, 2º, 3º 4º e 5º e só depois viriam as outras, mas isso excluiria para sempre qualquer possibilidade de vir a arranjar um parceiro).

Se paras mulheres a tarefa é difícil (convenhamos que são características presentes numa percentagem relativamente limitada de espécimes masculinos), para os homens então é completamente impossível.

Falei sobre isto com o meu amigo Gato, rapaz sensato e ponderado e talvez a pessoa mais inteligente que conheço. A resposta que obtive foi parecida à que obtive da Cláudia P., acrescida de uma frase mais do que deliciosa que eu cito directamente: "Nem só de mamas e de rabos vive o Homem". Isto deixou-me intrigada e depois de pensar durante algum tempo concluí: realmente o Gato não tem namorada, daí que sinta que o que deseja numa mulher é tão só e apenas isso (que já não é nada pouco). Apesar da preciosa ajuda percebi que o Gato não era uma amostra representativa.

Com os rapazes que efectivamente têm namorada o caso é bem diferente. Esses só desejam uma coisa: aquilo que a sua namorada não é. Se namoram uma loira, só olham para as morenas que passam. Se a namorada tem um bom rabo...eles só olham para os pares de mamas de quem os rodeia. Se a namorada é magra, as cheinhas nunca lhes pareceram tão atraentes.

Um colega meu da faculdade, que na altura namorava com uma das raparigas mais giras que o nosso curso já tinha visto (para além de mim, é claro...), de vez em quando andava a olhar para outras raparigas (eu até diria..."camafeus") e a elogiá-las. Isto porque, na sua maioria, usavam mini-saias e/ou grandes decotes (de extremo mau gosto, coisa que a namorada dele não tinha). Eu achava aquilo intrigante visto que a namorada era francamente mais bonita do que ele. Ele devia estar a sentir-se um sortudo diariamente e a agradecer a todos os santinhos por ter conseguido sacar aquela miúda. Mas não. Enquanto andou atrás dela sim, mas assim que conseguiu namorar com ela...copas que é trunfo, afinal as outras é que são boas.

Num episódio dos Friends aparece o Joey a dizer ao Chandler que este não se deve prender a nenhuma rapariga pois isso é como só poder comer um e só um sabor de gelado até ao fim da vida. E então todos os outros sabores de gelado deliciosos que existem?

Ora aqui está o problema...tacharammmmmm.
Eles nunca poderão sentir-se satisfeitos porque estão sempre à procura daquilo que não têm. Até comparam as mulheres aos gelados. Fazem lembrar aqueles putos irritantes que não se conseguem decidir por um sabor de gelado. Depois lá escolhem o de baunilha mas ficam a pensar no de chocolate. Comem 3 colheres do de baunilha e olham para o da mãe (que é de chocolate) e então começam: "mãaaaaeee... oh mãaaaaeeeee... eu queria antes de chocolate!!! Troca comigo, vá lá mãaaeeee...". E pronto. Uns anos depois estão a dizer que o problema não somos nós, são eles. Damn right it is!!. Enquanto valorizarem as características que a namorada não tem em vez das que ela efectivamente TEM, vai haver problemas. Porque há sempre alguma mais boazona, mais gira, mais simpática,mais inteligente, ou com orelhas mais pequenas, cabelo mais claro, mais escuro, mais magra, mais cheia.... E nunca vão fazer ninguém feliz, nem ser felizes.

Já estou comó Alqueva "Decidam-se PORRA!".

E depois as mulheres é que são complicadas...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Post apologético

Sem muito tempo (vontade?) para escrever e vos presentear com a qualidade a que já vos habituei (vá todos...em coro.."QUALIDADE??? ahahahahaha") deixo-vos aquela que é, para mim, a melhor canção de amor de todos os tempos. (suspiro...)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ser gaija não é fácil. Ai não é não.

Em primeiro lugar, inventam (só pode ter sido um homem, ou então...uma mulher muito anoréctica) aquelas calças de cintura descida. Uma pessoa engorda um grama e meio...e já está um Michelin (ou Pirelli) de fora.

Depois, tenta-se colmatar isso com aquelas túnicas largas, que andam na moda (algumas são justas na zona do peito e alargam para baixo).

E então não é que começa tudo a perguntar se estamos grávidas? Não acho normal. Não acho. É quase uma média de 4657 pessoas a perguntar-me isso por dia. Dá vontade de arranjar uma t-shirt a dizer "Não, não estou grávida. Estou gorda mesmo! Mas obrigado por perguntares".

Ok, esta ideia está excelente. Nunca tinha pensado nisso. É por estas coisas que adoro ter um blogue. Onde se mandam imprimir t-shirts?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ontem foi o meu aniversário

Apesar da vida não me sorrir (confesso que também não ando a sorrir para ela), o dia do meu aniversário foi tranquilo.

Não gosto de ser o centro das atenções, mas as centenas de mensagens que recebi com conteúdos do estilo "hoje é o teu dia" e com tanto desejo de felicidades e que tudo corra tão bem tão bem tão bem, os presentes atenciosos e os beijinhos deliciosos só poderiam ter um efeito positivo.

Por isso acho que estou melhor. Hoje "posto-vos" com 27 anos e um dia e um pouco mais de esperança no futuro.


domingo, 2 de agosto de 2009

O nó

Hoje senti aquela que foi uma das sensações mais estranhas da minha vida.

Para começar, acordei às 4: 40 da manhã. Foi impossível dormir mais. Volta que volta na cama, levantei-me para ir beber água e fazer chichi. Volto para a cama...e nada. Não havia sono. Vim para a net, depois decidi ler o meu livro. Quando já eram 8 e meia resolvi continuar a ver o filme que tinha iniciado na véspera.

Entretanto a minha mãe acorda e resolve vir-me dizer que vamos para a casa da aldeia. Tinha-se "esquecido" de me comunicar. Eu fiquei embasbacada. Estava a planear o meu dia de forma muito diferente. A minha irmã prontamente começou a arrumar as coisas para ir mas eu não o fiz. Sentia-me adoentada, com dores de cabeça (talvez devido às complicações no sono) e não me apetecia nada sair de casa àquela hora. Além do mais, tinha marcada uma caracolada com os amigos à tarde.

Posto isto, eu e a minha mãe discutimos durante um bocado. Eu porque estou um pouco farta de que ponham e disponham da minha vida como bem entendem e sem sequer me consultar, a minha mãe porque quem decidiu tudo foi o meu pai e ela não tinha nada que me avisar. A minha mãe lá foi arrumar as restantes coisas para levar e eu fiquei sozinha.


Naquele momento tudo quanto me tem aborrecido nos últimos dias (meses? anos?) parecia latejar-me na mente. Senti uma revolta muito grande e uma súbita vontade de chorar que tentei abafar. E foi aí. A sensação de sufocar começou a apertar-me a garganta. Não conseguía respirar nem sequer gritar ou falar. Senti medo. Não reconheci aquela sensação que se prolongava por segundos que pareciam infinitos. Quanto mais me esforçava por inspirar mais a minha garganta se contraía. A cambalear lá agarrei numa garrafa de água e bebi um pouco. Não consegui engolir a água. Durante instantes intermináveis achei que teria de deitar a água fora. Só com um esforço quase sobre-humano consegui engolir a água (que naquele momento me pareceu uma bola de ténis a passar na minha garganta). A seguir chorei. Lá agarrei nas coisas e fui para o carro.

A viagem que se seguiu não a desejo a ninguém. Passei todo o tempo do percurso a concentrar-me em respirar convenientemente. A garganta continuava aqui e ali a tentar fechar-se de novo mas eu tossia e lá conseguia voltar aos ciclos "inspira/expira". As lágrimas escorriam pela minha cara sem eu as conseguir controlar e sem sequer saber porque chorava.

Quando cheguei à aldeia, dormi. Disse que estava doente, que me doía a garganta (o que ao fim ao cabo, é verdade) e pedi para não ser incomodada. O nó na garganta, esse, continua aqui. Como uma dor muscular após um exercício físico intenso.

Do susto já ninguém me livra. Nunca tinha passado por isto e não quero passar tão cedo.

sábado, 1 de agosto de 2009

Os (dois maiores) prazeres da vida

Comer e...bem... vocês certamente imaginam o outro. Para mim estão profundamente relacionados.

Gosto de ler livros sobre cozinha. Não livros de cozinha, bem entendido. Mas sim daqueles que falam sobre cuisine, cujo personagem principal é um chef ou uma cozinheira admirável.
Não raras as vezes, estes personagens seduzem o ser amado através da culinária. Quanto a mim, é a forma mais bonita, sensual e libidinosa de seduzir alguém.



Na vida real (fora dos livros e dos filmes), a grande maioria dos homens não sabe cozinhar, não quer aprender e está sempre à espera que a mulher o faça. Alguns até continuam, pela vida foram a elogiar continuamente os cozinhados da mãezinha, mas esses ficam para um futuro post.

A mim, calhou-me um príncipe que conta calorias. Adora "barritas" de cereais (que eu chamo de "alpista" e considero intragáveis), bem como maçãs e yogurtes. Este assunto já nos valeu alguns desentendimentos. Por vezes acontece ele contemplar o que vou comer e fazer aquele olhar reprovador, como quem diz "vais comer isso tudo?". Eu sinto-me um pouco recriminada e, sobretudo, incompreendida. Felizmente, damo-nos muito melhor noutros campos.
Para mim não faz sentido comer algo só porque "não faz mal" ou porque "não engorda". Não há nada melhor do que comer com as mãos, saborear e lamber os dedos.


Ando a ler um livro assim, o que me deixa...com água na boca.


«Quando chegou por fim a hora de comer, Bruno observou atentamente Laura a abrir o marisco, a enfiá-lo na boca com ruidosas expressões de deleite, os sucos amanteigados a escorrerem-lhe pelo queixo, conferindo-lhe um lustro brilhante na luz que esmorecia. Adorava a forma como ela comia: sem inibição nem culpa, lambendo o azeite dos dedos com prazer, deleitando-se com cada novo paladar e cada sabor desconhecido. Tinha visto muitas mulheres elegantes a depenicar delicadamente a comida como se fosse perigosa, a dar voltas com ela no prato ou a cortá-la minuciosamente em dezenas de pedacinhos para depois deixarem ficar metade. Laura comia com genuíno prazer e o prazer que ela sentia encontrava eco no seu próprio coração.»

in Receitas de Amor
de Anthony Capella



sexta-feira, 31 de julho de 2009

Dantes havia um mar dentro de mim...

...agora existe um deserto.

Será mais um dos efeitos do Aquecimento Global?



A vidinha não anda fácil, não anda não! Andei a ansiar pela chegada das férias, a pensar que se acabariam os problemas e afinal...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Todas as vidas são melhores que a minha (ou porque odeio as redes sociais)

Já vos aconteceu andarem a passear pelas redes sociais, a ver as fotografias de pessoas vossas conhecidas (ok, isto só acontece se forem tão cuscos como eu, mas vamos acreditar que sim) e depararem-se com o problema de acharem que a vossa vida é do mais aborrecido?

Aparentemente, hoje em dia toda a gente viaja imenso, tem montes de jantares, saídas de copos, milhões de amigos e amigas. Eu, entediante me confesso. A não ser que consideremos os acampamentos com alunos o supra-sumo do glamour, e as visitas de estudo como viagens divertidas.

Não querendo parecer invejosa (no sentido mau do termo, porque no bom até sou e muito), onde é que as pessoas vão ao dinheiro para andarem sempre a molhar o rabinho em praias paradisíacas? E os narizinhos vermelhuscos nas viagens à neve?

Como diz o meu avô, "o meu dinheiro é macho" (ou seja, não se reproduz). Se calhar estas pessoas têm uma árvore das patacas no quintal.

E o tempo? Como é que trabalham se passam a vida no "malhão malhão"? Eu sei que nem toda a gente é professor, há muita malta por aí que não tem testes para corrigir e pode ir beber umas bejecas mal sai do trabalho...mas, ainda assim!

Por isso, aproveito este blogue e a sua elevadíssima exposição mediática para pedir a alguma alma caridosa que queira contribuir para a minha felicidade. Basta arranjar-me um pezinho (tipo um raminho pequenino) dessa famosa árvore das patacas, que aparentemente toda a gente tem, para eu semear num vaso. Agradecida.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Limpar as teias de aranha

Este espaço há algum tempo que anda ao abandono. Está cheio de ervas no chão, pó nas prateleiras e teias de aranha no tecto.

Nem sempre se encontra a motivação, o tema nem a vontade de escrever. Às vezes gostava de escrever um pouco mais. Falar mais de mim. No entanto, sinto algum pudor, tendo em conta que as pessoas que me conhecem sabem da existência do blogue e seguem-no com regularidade. Já alguns amigos, quando falo disto, me sugeriram deixar este blogue. E criar outro, completamente anónimo. Por agora não o farei. No futuro logo se vê.

Deixando de parte as filosofias, voltei. Estou aqui.

domingo, 26 de julho de 2009

O que podemos (devemos?) fazer quando...

...alguém de quem gostamos mesmo muito nos parece estar a escapar por entre os dedos?




Haverá mesmo alguma coisa a ser feita? Entregar nas mãos do destino? Lutar? Se sim, como?

Não me apetece receber mais más notícias. Principalmente provenientes desse lado. Mas o meu sensor está adivinhar chuva. Até acho que conheço o motivo. E nestas coisas eu não costumo enganar-me. Não costumo não.



(Parece que o "amo-te" não desapareceu do meu telemóvel por acaso. Há que saber interpretar os sinais. E, se calhar, o meu telemóvel (esse engenho sem coração) percebeu bem antes de mim que uma tempestade poderia estar para vir.)

sábado, 25 de julho de 2009

Voltei voltei....

Aqui estou. Viva. Com um pé torcido. Mas feliz por poder dormir numa cama, tomar banho numa banheira e comer à mesa.

Não voltem a convidar-me para acampar! É provável que vos mande para um sítio.

As más notícias, essas, continuam. Durante esta semana de acampamento nem as contabilizei.

domingo, 19 de julho de 2009

Vou acampar...

...uma semana! Com os alunos! E muitos alunos de outras escolas. Perfazem o bonito número total de 257 adolescentes.

Durante uma semana não vão ouvir falar de mim (espero eu).


Wish me luck. Bem precisarei!!

sábado, 18 de julho de 2009

Ontem vi...

...(tenho quase quase quase a certeza que vi)...






...uma estrela cadente. Pedi um desejo. Será que se realiza?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A minha colega J. vai ter uma menina!!!

Depois de dois rapazes, muitas esperanças e muita força (todas estávamos a torcer), finalmente ficou confirmado. Em Novembro o nosso mundo vai ter mais uma menina.



A Beatriz ainda não sabe, mas foi e é muito desejada. E tem uma mãe fantástica. E dois irmãos lindos à espera dela cá fora. E um pai super babado!!!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Eu perdi o dó da minha viola...

Mentira. Não perdi o dó. E não sei tocar viola. Na verdade, perdi o "amo-te" na escrita rápida do meu telemóvel.

Eu costumo escrever todas as sms em escrita rápida. É muito mais fácil e poupa imenso tempo. Só é chato quando o telemóvel é novo. Aí temos de adicionar constantemente palavras novas, até termos disponível o vocabulário que normalmente utilizamos. Nomeadamente as formas verbais no pretérito perfeito na segunda pessoa do singular. Quando queremos perguntar "dormiste bem?" lá temos de adicionar o "dormiste". E também o "foste", "comeste", "bebeste", "fugiste" etc.
Depois disso, fica tudo lá disponível e lá podemos usar as formas verbais todas.
No entanto, hoje, o meu telele parece ter esquecido a palavra "amo-te". Mais concretamente o "amo". Já adicionei várias vezes e nunca fica lá memorizada.

E eu que gosto tanto dessa palavra!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sonhos (que de cor-de-rosa não têm nada)

Desde pequena que sou uma pessoa que sonha muito. Quase todas as noites sonho, tendo, muitas das vezes, sonhos vívidos, quase reais. Ainda hoje me lembro de muitos que tive ao longo da minha vida. É mítico, e muitas vezes referido em reuniões de família, um que eu tive em vi um cão a levar-me a chupeta (sim, tinha 2 anos e tal). É óbvio que, sonhei em voz alta e a minha mãe, ao ouvir-me aproveitou para esconder a chupeta e nunca mais ma deu. (Não foi preciso encenar todo um esquema como para tirar a chucha a uma certa menina que, por acaso, é minha irmã)

Alguns dos meus sonhos são recorrentes.

Na adolescência (quando ainda não sabia nadar) eu sonhava muitas vezes que a minha irmã (que era pouco mais do que bebé) caía para dentro de uma piscina e eu, sem saber nadar, tinha que a ir salvar. Eu ficava mesmo muito aflita.

Houve também alturas (estes ainda acontecem por vezes) em que dava comigo despida na escola/ faculdade/ local de trabalho.

Durante a universidade sonhava bastante com os exames, por exemplo, com o facto de me esquecer de um exame, ou de chegar à faculdade e não encontrar a sala em que era suposto fazê-lo nem nenhum dos colegas. Ou então sentar-me e o exame perguntar coisas que eram chinês para mim.

Hoje em dia, o meu sonho mais recorrente é que tenho ainda uma cadeira da universidade por fazer e que estou "pendurada" por causa disso mesmo, sem poder terminar a licenciatura. Quando acordo sinto um alívio!!!

Também me acontece ter sonhos tipo-filme-de-acção. Nessas noites, passo o tempo a fugir (raramente consigo correr...o que é aflitivo), a esconder-me dos "maus"...enfim...

Nos últimos dias tenho sonhado muito intensamente. Com os alunos. Com visitas de estudo às grutas em que os miúdos não fazem nada do que lhes mando e me desrespeitam. O que é certo é que durmo mesmo mal, acordo cansadíssima e sinto que estive toda a noite com os músculos totalmente tensos.
Alguém sabe de um remédio para não sonhar?

Como eu invejo aquelas pessoas que dizem que não sonham! E também aquelas que sonham com coisas boas (se é que me faço entender).

domingo, 12 de julho de 2009

Acho um piadão...

...à forma como as pessoas se referem aos ricos. Regra geral, cada rico que se conhece na vida é sempre motivo de conversas como "Ah e tal ele é riquíssimo mas é um gajo muita porreiro!" Desculpem? Desde quando é que ser rico é motivo para uma pessoa não ser porreira? Ainda se se estivessem a referir aos meninos com fome no Darfur...aí eu entendia.
Tipo "ah e tal é um menino com fome do Darfur, perdeu a mãe e o pai, não come nada há duas semanas e está coberto de moscas, mas é um gajo muita porreiro!" Ah, aí sim!!! Isso sim é digno de nota.

Se eu fosse rica também era porreiríssima. "Porreira" seria o meu nome do meio. Andaria na rua a abraçar toda a gente e a dar beijinhos. Trataria bem toda a gente (que motivos teria eu para não o fazer?) afinal...sou rica.. posso comprar o que eu quiser. Teria uma casa e um carro fantásticos. Alguém que me explique em que é que isto torna uma pessoa menos porreira????

Portanto, da próxima vez que alguém vier com a conversa de:
"Sabes? Conheci o herdeiro(a) do Belmiro (substituir por qualquer outro milionário a gosto...Berardo, Champalimaud...whatever) e é muita porreiro (a). Nem parece ter o dinheiro que tem pá. Fala com toda a gente e tudo."

Eu vou dar uma das seguintes respostas:
"E eu conheci a Gasira do Quénia e é mesmo muito porreira. Não fala português, mas é mesmo mesmo mesmo é que é mesmo porreira pá."

"Mas agora o dinheiro significa mudez? É que tem dinheiro mas APESAR DISSO fala com as pessoas e tal."

"Que estranho, pensava que os ricos só falavam com pulgas. Se fala com gente.. então digo-te...tiro-lhe o chapéu!"

"Ah sim? E que mais habilidades é que faz? Malabarismos? Pino à parede?"

"Deixa-me adivinhar...e come?...e vai à casa-de-banho?...dorme?...epá fantástico realmente!"

"Ah sim? A Floribella tinha uma música precisamente sobre isso. Era assim: «Pobres dos ricos que tanto têm! Pra que é que serve tanto dinheiro?...» (e canto em tom bem alto a música da Floribella, com coreografia e tudo!!!)"

A minha homenagem vai para quem tenta fazer a sua vida com cerca de 500 euros por mês e ainda assim, acorda com um sorriso nos lábios e é verdadeiramente porreiro. Esses merecem ser lembrados. Esses têm todos os motivos para não serem porreiros.




sábado, 11 de julho de 2009

Pela primeira vez na minha vida...

...profissional, sinto que foi feito um verdadeiro retrocesso.
Para o ano vou dar menos horas lectivas do que este ano, o que significa menos aulas e menos...dinheirinho. Se o orçamento já é curto...estão a ver não é? Pelo andar da carruagem, qualquer dia ando a pagar para trabalhar!!!

Maldito seja o Despacho n.º 19308/2008, que não me permite dar Estudo Acompanhado nem Formação Cívica. Esta equipa do Ministério da Educação já se reformava compulsivamente. Ou apanhava uma virosesita pequenina...assim como quem não a coisa...daquelas que dão diarreias e tal. Mal por mal, o que eles fazem todos os dias no ministério não é muito diferente!!!

(desculpem-me queridos leitores pelo desabafo pouco bonito...mas estou mesmo muito zangada)


E as más notícias sucedem-se, em catadupa.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Depois de o meu post de ontem...

...que desvendava uma das frases da letra do tema (que é muito mais chique do que dizer "canção") "Smells like teen spirit", apareceu o príncipe a lembrar-me de uma outra frase ainda mais estranha.
Parece que, além de Kurt Cobain cantar em português de sotaque açoriano, há ainda um grupo que surpreende pela clareza de uma frase em português. Logo no início da música também! São eles os Men at work, que falam de um "cavalinho na feira a correr". Será que também estão traumatizados com alguns cavalos que viram numa feira? Seriam aqueles cavalinhos dos carrocéis?

Ora vejam:





Aparentemente, só eu é que não sabia disto! Sempre a aprender.