segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dos alunos...

Hoje a sala dos professores esteve numa risota pegada. O motivo foi um aluno do 5º ano.

Parece que a turma (os rapazes...) anda a chegar atrasada à aula que sucede a Educação Física. O motivo é...pasmem-se... os meninos terem vergonha de tomar banho nus, uns em frente aos outros (note-se que têm 10 anos). Alguns deles tomam banho com os boxers e a seguir fecham-se na casa de banho para os substituir por uns boxerzitos sequinhos.

Pois que a minha colega P. que é a directora de turma, lá esteve a explicar-lhes que não têm de ter vergonha uns dos outros. Afinal têm todos a mesma idade e todos somos iguais. Uns mais gordos, outros mais magros..outros mais morenos..enfim..não há que ter complexos. Nisto, um aluno fez um ar circunspecto, levantou prontamente o braço e disse:

"-Isso agora, enquanto ainda estamos no 5º ano, ainda vá...mas quando andarmos no 7º ano e eu tiver um pilão deeeeste tamanho [gesto com os indicadores a indicar uns 30 cm de comprimento] não vou despir-me ao pé dos meus colegas, ah isso é que não vou!"

A minha colega engoliu em seco e segurou-se para não se rir.

Não há como dizer que os jovens não têm esperança no futuro. Isto é que é ser optimista!!!

domingo, 25 de outubro de 2009

E relativamente a boas notícias...

..este fim de semana também foi profícuo!

a) A família F. convidou-nos para um lanchinho na sua nova casa. Apesar de alguns azares durante a sua construção (e de muitos anos à espera da casa de sonho), finalmente estão instalados e felizes. O mais difícil já passou, agora basta muita saúde, paz e felicidade.


b) Os meus amigos G. e E ficaram NOIVOS e já vivem juntos. Apesar de tudo o que correu mal nas suas vidas no último ano (e onde demonstraram ter uma força e perseverança inigualáveis), estão agora felizes e juntos. Ouvi-los falar das tarefas domésticas em conjunto é uma comédia. Ficamos à espera do prometido jantar, mas mais ainda do casório!


Ver pessoas que merecem muito ser felizes alcançar os seus objectivos ou tomar passos importantes na sua vida dá-me muita alegria, bem como esperança no futuro.

Hoje sinto-me....

..como aqueles cãezinhos tristinhos*. Ou então como aqueles bebés que choram.
No fundo...sinto-me uma merda. E não, não me apetece falar sobre isso.





*É óbvio que não vou colocar nenhuma foto porque isso seria demasiado fofinho para este blogue. Isto éum blogue de respeito. Não há cá coisas fofinhas, cutxi-cutxi, queridinhas nem amorosas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Não gosto de falar em ídolos (até costumo dizer que não os tenho)...

...mas se tivesse, seria este senhor.

A minha pessoa preferida.Patch Adams. Que deu origem ao filme com o Robin Williams.

E que deu esta entrevista memorável.

Vejam! "Percam" alguns minutos da vossa vida para a ver até ao final (são dez partes).
Eu concordo com cada palavra.


(post muito na linha do que tem escrito o Sávio a propósito do Nariz Vermelho)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

É impressão minha...

...ou o fim-de-semana passou a correr?
Raios...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Freeedooooommm (gritado assim à moda do Mel Gibson em Braveheart)

Estava mesmo, mesmo a precisar deste fim-de-semana!


sábado, 10 de outubro de 2009

É do conhecimento geral que ando a fazer dieta


É uma dieta rigorosa. Muito mesmo. O facto de ainda só ter perdido 2 Kg (em mês e meio) deixa-me desmotivada (esta semana até fui fazer uma ecografia à tiróide para ver se está tudo bem - e está).

Uma coisa que eu não tinha a noção até estar a fazer dieta é o endeusamento, que grassa pela nossa sociedade, de uma nova profissão (altamente glamourosa e bem vista, nem sei como tem um nome em português): nutricionista.

Quem me disse como é que eu devia ou não comer foi a minha médica de família. Lá está, é médica, não sabe receitar dietas... o problema dela é ter estudado 10 anos para ser médica. Se tivesse estudado 4 para ser nutricionista, aí sim, saberia dizer o que se deve comer ou não e a minha dieta estaria a resultar em pleno.

Toda a gente que se apercebe que estou a fazer dieta me faz a pergunta sacramental: "mas estás a ser acompanhada por nutricionista?" e eu lá respondo: "não, mas sim pela minha médica". Não é raro obter um "pffffffff" só faltava dizerem "amadores...".

É óbvio que eu tenho cerca de 4 ou 5 colegas a fazer dietas acompanhadas por nutricionistas. Qualquer uma come bastante mais que eu (e o mesmo número de vezes). Só houve uma que já emagreceu. As outras andam há 2, 3 meses e ainda não perderam um grama.

Hoje foi a minha mãe, a dizer a uma menina que encontrámos "ela está a fazer dieta mas não é daquelas dietas rigorosas do nutricionista". Até me ia dando uma coisinha má. Eu que ando a sopas e maçãs. Que há semanas que não sei o que é ter conforto no estômago a não ser o dos yogurtes líquidos. Não estou a ser rigorosa? Ah ser rigorosa é sinónimo de nutricionista? OK. Mude-se o dicionário então!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cábula dos políticos

Recebi por e-mail e está genial!
(O pior é que eu acho que isto é mesmo verdade!)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Não gostava de morrer...

...sem voltar a viver aqui.


Quando eu estudava e vivia em Lisboa, num dos fins-de-semana em que vinha a casa, apanhei o autocarro e sentei-me ao lado de uma velhota que, pouco antes, ajudei a carregar as malas. Meteu conversa comigo (como todas as velhotas o fazem). Contou-me sobre a sua vida. Contou-me que sempre foi doente (desde que nasceu). Teve um problema no sangue que a fez levar muitas transfusões de sangue. Disse-lhe que sou dadora de sangue. Ficou comovida e agradeceu-me muito. Falou-me dos seus médicos (em particular da médica que a acompanhou mais de perto de quem é muito, muito amiga). Explicou-me que a doença lhe tolheu as esperanças numa vida normal (motivo pelo qual nunca casou nem teve namorados).
Falou-me do amor da sua vida. A cidade de Lisboa. Viveu lá sempre. Até à doença (nesta altura já eram doenças no plural) se tornar tão incapacitante que não lhe permitia subir as escadas do prédio onde morava e teve de se mudar para uma vivenda no Alentejo, que pertencera a um tio.
Agora apenas ia a Lisboa para as consultas (era o caso desse dia).

Mas de tudo o que me disse, a coisa mais maravilhosa foi aquilo que lhe vem à mente de cada vez que tem de se deslocar a Lisboa. Ao passar a ponte, o seu espírito pensa: "Graças a Deus que ainda vivi o suficiente para vir mais uma vez à minha Lisboa".

Nunca mais vi a velhota. Despediu-se de mim com um abraço, e eu dela com a certeza de que pessoas com sentimentos em uníssono existem.

Hoje em dia, cada vez que passo a ponte sobre o Tejo, o meu espírito diz: Meu Deus, obrigado por poder viver o suficiente para voltar à minha (nossa?) Lisboa!"

Nem toda a gente compreende (ou quase ninguém).
Nem toda a gente concorda (ou mesmo ninguém).

Apenas quem lá viveu... quem percorreu, ouviu, percebeu, conheceu, reconheceu, se impressionou, foi impressionado, cheirou, saboreou, chorou, só quem lá sofreu, só quem lá amou. Só quem SENTIU verdadeiramente a cidade pode adorar Lisboa da mesma forma que eu.

Este fim-de-semana estive lá. O que me avivou a certeza de que só lá conseguirei ser feliz.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

5 de Outubro - Dia Mundial do Professor


(imagem retirada daqui)


A todos os que, apesar de se sentirem um pouco desacreditados, continuam a entrar nas salas de aula todos os dias, a mandar o João tirar o boné, a Sara a pastilha elástica, mandar o Manuel escrever o Sumário, chatear a Joana por se ter esquecido do livro e o Vasco por não ter feito o trabalho de casa.
A todos os que fazem da frase "Olha que levas uma falta disciplinar" a mais repetida do dia.
A todos os que ouvem histórias chocantes sobre a vida dos alunos e tentam ajudar o melhor que podem e sabem, envolvendo-se emocionalmente muitas vezes.
A todos aqueles que, literalmente, passaram e irão passar toda a sua vida na escola.
A todos aqueles que são pai, mãe, médico, psicólogo, companheiro, assistente social, amigo, confidente e professor, tudo ao mesmo tempo.
A todos aqueles que dedicam a sua vida às novas gerações, que dia após dia continuam persistentemente a transmitir conhecimento, valores e afectos, MUITOS PARABÉNS!

Sem desprimor para todas as outras, temos a melhor profissão do mundo e simultaneamente, uma das de maior responsabilidade. Não somos perfeitos, mas apesar da nossa profissão se chamar "professor", aquela que mais desempenhamos é a de "aluno" pois todos os dias aprendemos e crescemos.

Quezílias à parte, todos nós somos quem somos - também - por causa dos nossos professores. Uns marcaram-nos positivamente, outros nem tanto, mas todos ajudaram a construir mais um bocadinho do nosso ser.

Se estamos a ler um blogue, se temos a possibilidade de escrever um, devemos isso aos nossos professores.

domingo, 4 de outubro de 2009

Há pior coisa...

...do que ir a um jantar em que:

a) Sou a pessoa mais gorda da mesa (parece um encontro da Central Models ao qual o Danny deVito no feminino foi parar por engano).

b) Quando chega a hora de pedir, toda a gente pede coisas deliciosas, com um cheiro divinal e uns molhos...altamente convidativos.

c) Eu, para manter a minha dieta, pedi a única coisa menos calórica do menu (uma salada de rúcula). Pois que era mesmo uma salada só de rúcula. Dá ideia que os senhores do restaurante compraram uma embalagem de meio quilo do Pingo Doce e despejaram-na no prato.

d) Tive de comer meio quilo de rúcula fria, a olhar para pratos maravilhosos e a declinar toda e qualquer oferta para provar (sob pena de lhes arrancar os pratos da frente e desatar a fugir).

e) É assim o diário de bordo da minha dieta.Mais ainda há coisas piores!!
No dia anterior foi pior ainda! Acordar cedíssimo, dar aulas todo o dia; vir a correr para casa; fazer uma limpeza-relâmpago ao quarto; arrumar o resto do saco para o fim-de-semana: ir a correr para o autocarro; chegar lá e saber que aquele autocarro já não existe; esperar pelo seguinte completamente em stress, a achar que já não vou chegar a tempo ao teatro para ver a peça que queria há anos; não ter tempo para comer nada; chegar a Lisboa e ir em alta velocidade para a peça; não ter tempo para comer nada; dentro do teatro estava um forno; não ter tempo para comer nada; a peça durou quase 3 horas; quando acabou...ir ao Bairro Alto relaxar e beber um copo...ahhhhh...não..o pior do dia (e da semana) estava para vir.

Encontrar um amigo do namorado com a gaja mais mete-nojo do mundo, que do alto da sua toilette cuidadosamente escolhida após o banho que se sucedeu ao seu regalado jantar e da maquilhagem criteriosamente colocada, resolveu mandar-me um sorriso irónico e do mais "Credo...és tão feia, sebosa e nojenta! sou tão tão tão melhor que tu! A sério sou mesmo boa!" (o meu namorado nunca mais acabava a conversa com o amigo e eu a aturar esta vaca) os olhares continuavam: "olha para mim, como sou maravilhosamente superior a ti. Comparada comigo, és uma larva, um fungo, uma bactéria". POR AMOR DE DEUS, quero-me ir embora daqui. E eu que estava cansada demais para lhe poder dar o meu olhar de "Se soubesses como é complicado viver com alguma coisa dentro da cabeça...!" Tirem-me de perto desta fulana que eu não respondo por mim. Fui logo, para casa a sentir-me tudo menos relaxada. Nunca mais vou ao Bairro Alto à noite para relaxar.

Alguém faz um favor à Humanidade e agarra num pouquinho de Napalm e erradica estas gajas para todo o sempre? A sério, é que não há paciência.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O facto de eu querer muito muito muito uma coisa...

...olhar para o lado e toda a gente a ter menos eu... devia-me fazer sentir feliz por essas pessoas?


Eu faço um esforço, mas sinceramente não consigo evitar de pensar: "Porra pá, porque é que sou a ÚNICA que não consegue???"
Faz de mim má pessoa?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Para quando, uma publicidade destas, mas para produtos portugueses?

Alerta: Este não é mais um post de blogues de gaija sobre sapatos. Espero não perder o direito ao selo de "Blogue de Gaja que não fala de sapatos" do Capitão.



A minha irmã, quando foi a Roma, deparou-se com esta publicidade numa revista que por lá apanhou:


Como sabia que eu gostava de sapatos, não se fez rogada e arrancou a página (em vez de me trazer um souvenir como deve ser sua forreta - ela depois deu-me um livro...mas é só mesmo para a chatear).

Hoje, andava aqui a arrumar uns papéis, quando descobri essa publicidade da bela Roma.
Fui pesquisar na net e lá encontrei mais uns anúncios do mesmo género, pertencentes à Associazione Nazionale Calzaturifici Italiani (ca raio que a língua tem uma sonoridade que até uma associação do calçado soa bem).

Não faz publicidade aos sapatos Ferragamo, Armani, nem aos Gucci. Enaltece o calçado italiano. Assim, no seu conjunto.

Não pude evitar pensar: e nós?

E o nosso calçado português..? Hum..? E o nosso azeite, o vinho...a cortiça...os móveis...o cafezinho Delta? Hein?

Para quando uma publicidade destas, com este bom gosto e este manifesto orgulho no que é nosso? Porque é de qualidade e porque é português!

domingo, 27 de setembro de 2009

Devo um pedido de desculpas...

...a todos os leitores deste blogue (sim...esses 4).

A verdade é que ando a fazer uma dieta (assim a atirar para o rigorosa). Essa dieta retira-me toda a alegria. E grande parte da minha vontade de viver. Eu faço um esforço, mas andar permanentemente com fome não é pêra doce (literalmente). Conviver permanentemente com o sofrimento da sensação de fome não é nada agradável.

E o pior de tudo é que ainda não emagreci nem um grama!!! Quando olho para a balança só me dá vontade de chorar. Não tenho imaginação nem criatividade para nada e a vontade de escrever aqui esvaiu-se (como a vontade de tudo o resto).

Com tudo isto, a única coisa que me apetece é gritar aos 4 ventos:

"Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome! Tenho fome!"



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Chegou o Outono...

... e fugiu a minha vontade de escrever.


O início das aulas é tramado. Prometo voltar em breve.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Eu adoro a Mafalda

Adoro sim! E porquê?

Porque é tão........certeira!!!

domingo, 13 de setembro de 2009

Se eu mandasse no marketing dos pacotes de açúcar*...

*ok, se eu mandasse mesmo no marketing teria uma profissão muito mais glamorousa e a minha auto-estima estaria provavelmente...na Exosfera... mas pronto. Vocês percebem.

sábado, 12 de setembro de 2009

Doces, bolachas, beijinhos e elogios

Há uma sensação que conheço quase desde sempre. É talvez aquela que sinto mais vezes, que conheço melhor. Chamo-lhe a sensação "todos-ganham-doces-menos-eu".

Começou no infantário (ou creche...que eu não entendo nada desses preciosismos). Eu fui para lá com 2 anos e meio. Na altura detestava comer (já sei que vou ter a caixa de comentários cheia de "quem te viu e quem te vê"), mas é verdade. A hora da refeição era para mim uma tortura. Normalmente, toda a gente comia e eu ficava desgostosa ainda sentada, a olhar para o prato de comida já fria e a pensar que não me apetecia mesmo nada comer. Os outros meninos iam brincar e eu ficava de castigo, não sem antes me chamarem de "pastelona" (que era a alcunha carinhosamente atribuída a quem não comia).

A cozinheira do colégio era muito minha amiga. Ia-me requentar a comida e tinha muita pena de mim. Quando educadoras viravam costas, ela por vezes, deitava a minha comida fora para me deixar ir para junto dos outros meninos e dizia-lhes que eu já tinha comido. Era minha vizinha e também a minha maior aliada. Tinha a secreta conivência da minha mãe, que sabia que eu detestava comer mas não queria desautorizar as educadoras. Nesta altura, a minha mãe entupia-me de vitaminas e coisas para estimular o apetite e nada resultava.

O castigo mais frequente que as educadoras me brindavam por causa de eu ser "pastelona" era não me darem bolacha ou rebuçado durante a tarde. Os outros meninos ofereciam-me metade da sua bolacha e quando eram rebuçados tinha algumas amigas que diziam que me davam o delas. As educadoras não deixavam. Que eu estava de castigo, portanto nada de bolacha ou rebuçados. Outras vezes mandavam-me para a sala dos mais pequeninos (conhecida como a "sala dos bebés") por causa dos meus dilemas com a comida.

Eu esforçava-me por ser muito bem comportadinha. Era das mais inteligentes da sala e raramente fazia asneiras. Sentia muita inveja dos meninos que tinham fome e além de comerem tudo ainda repetiam (quem diria...).

Contudo, aceitava esses castigos e não refilava. O que detestava mesmo era que me obrigassem a comer. Como daquela vez em que a minha educadora, já irritada, me enfiou uma garfada tão grande de omelete (que ainda hoje detesto) na boca que eu até custava a dar a volta para mastigar.

Hoje recordo esses castigos com algum humor. Porque continuam a acontecer. Mas agora a minha "educadora" é a vida. E os "doces" que toda a gente ganha menos eu já não são rebuçados nem bolachas.

Continuo a conformar-me por todas as meninas da minha idade terem coisas que não tenho. Provavelmente nunca terei. Só não sei onde ando a falhar (é que eu agora até como mais do que devia). Todas ganham bem, todas têm namorados que as adoram apesar dos seus defeitos. Todas são lindas e bem arranjadas. Todas andam a casar. Todas têm montes de dinheiro para comprar tudo o que querem.
Todas, mas é que todas são felizes menos eu.

Pois que o conformismo acabou! Quero o meu rebuçado e quero a minha bolacha! E não aceito que ninguém me venha oferecer metade da sua bolacha por comiseração.





terça-feira, 8 de setembro de 2009

Estou outra vez mais gordinha...


...alguém conhece um Photoshop que se possa aplicar na realidade (em vez de fotos)? Um Realoshop, hum??? A Adobe ainda não pensou nisso? É que faria cá um sucesso...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Maldita gripe A

Há muito tempo que vivo com um problema de alergias. É isso e a rinite mais a sinosite (e talvez mais coisas acabadas em "ite" de que agora não me lembro).

A verdade é que passo algumas horas por semana a espirrar e bastante pingona. (ok lá se vai grande parte da sensualidade que os leitores deste blogue me atribuíam)

Até aqui tudo bem. De vez em quando lá tinha de levar com a pergunta "estás constipada?" e lá respondia que não, que são só alergias..."és alérgica a quê?" e eu lá retorquia que sou a muita coisa tipo fumos (do tabaco, dos automóveis fumarentos...) ao pó, pólens etc.

Muitas pessoas até (apesar de já terem ouvido centenas de vezes estas respostas) continuavam carinhosamente a dizer "tu andas sempre constipada!!!!" e enfim lá vinha de novo a minha explicação sobre as alergias, os fumos e o pó. Era fofinho.

E eu vivia feliz assim. Eu, o pingo do nariz, os espirros e os 867 pacotes de lenços de papel que uso sempre comigo na minha mala (é mais um malão para ser sincera).

Pois que estes dias felizes e despreocupados acabaram, meus amigos. A Gripe A veio roubar-mos.

Agora de cada vez que espirro tenho gente a fugir de mim como se eu tivesse lepra. Se então me tiver de assoar é ver as pessoas a riparem dos sprays e das toalhitas e a esfregarem-se como se tivessem tocado numa ratazana. E não escondem. Fazem um olhar enojado e se tiverem com os filhotes passam para o outro lado da rua para evitar que os meninos respirem o ar que eu estou a contaminar. Os homens das obras quando vão começar a mandar piropos..se me ouvem espirrar...nicles...até fogem para trás das paredes ainda em construção.

Não tem explicação. Qualquer dia vem um assaltante roubar-me, eu espirro ...e ele foge a sete pés. Lá terei eu de perseguir o bandido alegando que tenho um telemóvel topo de gama e trago o portátil na pasta.