segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Quando foi a última vez que te divertiste a sério?

... perguntou-me o meu amigo F.

Estive com ele na véspera de Natal (e com minha querida amiga A.). Ele faz sempre visitas relâmpago à terrinha. Encontramo-nos, ele diz muito mas deixa muito mais por dizer. Responde-me a perguntas fazendo outras e deixa-me com uma infinidade de dúvidas que eu não tinha. Isto por entre abraços apertados e muitos mimos. O F. é dos meus amigos mais antigos e temos um sem-número de histórias em conjunto. Isto dá-nos uma cumplicidade sem par. Posso dizer que ele me conhece como quase ninguém. Por isso, a pergunta que deu a origem ao título deste post teve tanto sentido. E obteve como resposta o meu silêncio.

Hoje ia no carro (trânsito descomunal, parecia Nova Iorque e não uma terrinha do interior alentejano), fila para entrar no parque de estacionamento, uma chuva intensa... eis que começa a dar na rádio uma música de discoteca. Veio-me à cabeça a pergunta do F.! E também aquelas noites em que dancei até ao amanhecer. Em que pouco me importava se alguém olhava para mim ou não. Se estou gorda ou feia. Se o pneu à mostra ou se vou esborratar a maquilhagem. Se a roupa é adequada ou se me sinto desenquadrada. Se estou a agradar aos outros ou não. Sem me preocupar com o que vão pensar de mim. Simplesmente abanar o corpo ao ritmo da música sem pensar em mais nada. Não me lembro quando foi a última vez que aconteceu (a última das 2 ou 3 em que isso aconteceu em 27 anos). Sei que foi há muitos anos. Parece que foi numa outra vida, que não esta que vivo agora.

Querido F., não sei quando foi a última vez que me diverti a sério. Mas acredita, farei tudo para que isso aconteça de novo tão depressa quanto possível. É só arranjar companhia da boa e lá vou eu...


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um Natal muito muito muito FELIZ...

...para todos vocês, que merecem!

Que o Menino Jesus, o Pai Natal e/ou o Cachorro Quente de Natal (consoante o que acreditem) vos traga tudo o que desejam.


Eu não posso pedir mais nada. Só uma coisinha. Pequenina. Para 2010. Que aliada à saúde e paz que, felizmente, tenho (e todos os meus também), me deixará muito, muito feliz.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Quero mudar de profissão!

Sim! Já, se faz favor!


Vou começar a procurar emprego noutra área. Não estou a gozar!!!! Estou tão, mas tão FARTA disto!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Fotos, redes sociais, Chander e ... eu.

Há uma revelação que tenho fazer perante a blogosfera. Eu...fico muito mal nas fotografias.
É verdade. Sou linda e maravilhosa, disso não restam dúvidas. As máquinas fotográficas é que não conseguem captar isso. Provavelmente não têm os megapixels suficientes para tal.

Até me senti muito identificada com um episódio dos Friends em que o Chandler ficava sempre com caras terríveis nas fotografias.

É por isso que me irritam as pessoas que têm aquelas fotos maravilhosas nas redes sociais. Algumas em contra-luz, outras muito naturais e outras ainda com um ar mesmo profissional. E falo de pessoas que eu conheço pessoalmente e são..digamos...normais! E nas fotos parecem capas de revista. Não é justo. Não é não.
É por isso que continuo sem foto nenhuma no meu facebook.

Vou ali amuar, já volto.

domingo, 22 de novembro de 2009

Mais alguém?

Ok, eu sou conhecida por fazer umas associações estranhas. Normalmente descubro características nas pessoas que mais ninguém concorda e só muito mais tarde me dão razão. A Rita Pereira é o melhor exemplo. Eu dizia que ela é zarolha e toda a gente me chamava maluca "cá zarolha, a miúda é muito gira, zarolháonde?". O que é certo é que desde que o Bruno Nogueira e os Contemporâneos descobriram a sua zarolhice e brincaram com isso, toda a gente acha que a miúda é realmente zarolha.

Nisto, eu descobri outra característica na moçoila (graças ao Farmville). A Rita Pereira é muito parecida com um raccoon, ou se preferirem em português, um guaxinim. São as mesmas feições!


Ora vejam:


















sábado, 21 de novembro de 2009

Semana atípica

A Gripe da moda fez questão de aparecer lá pela escola (estava a tardar).

Desde que surgiu o primeiro caso tem sido em catadupa. É que nem tordos. Turmas a metade, a Sala de Isolamento transformada em sala de convívio, tal é a quantidade de miúdos que para lá vai.

É vê-los de máscara e de luvas...e depois a ir embora com os pais (também de máscara). É um cenário rocambolesco e, certamente, dos maiores exageros da História (diria eu).

Dos adultos é que ainda não foi nenhum. A gripose não quer nada connosco. Algo me diz que quando formos...é todos ao mesmo tempo. Quero ver quem dá aulas depois.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ontem nasceu mais uma princesa...

...a minha querida Beatriz.

Ainda não vi ao vivo (só em fotos) e é tão redondinha e cor-de-rosa.

Infelizmente não vou visitá-la pois a Gripe malvada anda em força pela nossa escola (isto agora é que nem tordos). Já temos turmas a meio e outras para lá caminham. E eu não me perdoria se levasse o vírus malévolo para a pequenina.

A minha J. é uma valente (das poucas mulheres que já tiveram filhos que não nos amedronta com peripécias menos positivos do parto). Está bem e muito feliz.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Testes, testes, testes...

...povoam a minha secretária. Sem tempo para bloggar ou escrever. As minhas desculpas aos 3 leitores deste cantinho.

Assimcumássim, eu que não costumo gostar de poesia, aqui deixo um dos meus poemas favoritos.

"Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo o que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflicta no meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é plateia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também."

(Oswaldo Montenegro)


Até ao meu regresso (após terminar a escalada ao Everest dos testes).

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nem tudo o que luz é ouro...

Enlevada por algumas boas notícias que tenho recebido por parte de pessoas próximas, dou por mim a pensar de forma mais optimista e positiva. Daí que tenha estranhado a conversa com a minha amiga M.
Estive com ela hoje à tarde e achei-a murchinha. Perguntei por novidades, ao que ela respondeu que não tinha, exceptuando a questão de andar com imenso trabalho.

"Conversa-vai-conversa-vem", cunhadas/irmãos e marido (aliás namorado, com quem vive há mais de 2 anos)...lá me confessou que no próximo Sábado vai procurar vestidos de noiva. Eu ia tendo um colapso. Então não havia novidades? Lá perguntei como tinha sido o pedido (aquelas coisas de mulheres), como era o anel, quis saber todos os pormenores...

Fiquei, todavia, um pouco triste com a resposta.

Não houve pedido romântico. Não houve joelho no chão. Foi uma coisa combinada entre o casal como quem combina as próximas férias. Eu acharia tudo bem não fosse o semblante da minha querida M. enquanto dizia resignada:
"Sabes ... os tempos não estão para grandes festas. Quando nós vivemos juntos temos muitas despesas e não dá para andar a fazer surpresas um ao outro."

Percebo o que me disse, mas percebo ainda melhor o que os olhos dela me disseram. Não é pelo anel caro ou falta dele (qualquer argola de lata de coca-cola serve ou até nem isso) desde que o sentimento demonstrado no acto de pedir a alguém que passe o resto da vida connosco seja inolvidável. O casamento não é um contrato empresarial. Entendo que para os homens não tenha o mesmo significado, contudo eles também têm de entender o outro lado (neste caso o nosso).
Todas as mulheres são diferentes umas das outras e neste assunto (como em todos) as opiniões são diversas. É preciso conhecer a pessoa que está ao nosso lado para a satisfazermos plenamente.

Neste caso houve uma séria falta de sensibilidade por parte do namorado. E o pior é que estas coisas mais tarde pagam-se caras. Uma falta de atenção aqui e ali em coisas importantes e memoráveis raramente se esquece.

domingo, 1 de novembro de 2009

Ontem vi-os...


...ele e ela...lá iam no carro desportivo dele. Passei por eles numa fracção de segundo. Pareciam felizes. Ele reparou em mim, disse qualquer coisa para o lado mas ela já não olhou a tempo. E já não me viu, mas eu vi-a a ela. Vi-os aos dois, no seu caminho, que só o acaso cruzou com o meu.

Não quero admitir, mas tenho saudade dela (dele não). E quando digo dela, refiro-me à verdadeira e não à que vi no carro. Ou será que é a mesma (e eu é que não sabia)? Ele é sempre o mesmo, disso não restam dúvidas. Quis a vida (e quis ela e ele também...eu é que não...não queria) que o caminho fosse este.

E aqui nos vimos, ontem, na minha cidade. Eu num sentido, eles no outro. Ele viu-me mas ela não. Eu viu-os aos dois, pareciam felizes no seu caminho. E eu, no sentido contrário ao deles, não sei o que parecia porque não me vi. Podia ter olhado para o espelho, naquele momento, para ver como parecia. Mas, se o tivesse feito, não os teria visto. E não teria visto que ele me viu e ela não.

Se não tivesse sido apenas uma fracção de segundo, eu poderia ter abrandado para ela me ver também. Mas, ao mesmo tempo, não sei como parecia (pois não me vi) e por isso não sei se gostaria que ela me visse.

Eles iam felizes e eu vi-os. Ele tentou dizer-lhe que eu estava a passar (para que ela me visse também). Ter-lhe-à dito "olha, é a .... vai ali!". Ela terá olhado com curiosidade (como será que ela me recorda?). Quem sou eu, essa de quem ela se lembra? Sou apenas uma memória dela, pois eu já não sou assim. E ela não tem forma de saber quem eu sou. Sou eu ainda, porém já não sou eu. E ela não sabe, nunca mais me viu (nem ontem, pois já não foi a tempo).

Eles iam no seu caminho, pareciam felizes. Eu ia em sentido contrário. Sou feliz?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dos alunos...

Hoje a sala dos professores esteve numa risota pegada. O motivo foi um aluno do 5º ano.

Parece que a turma (os rapazes...) anda a chegar atrasada à aula que sucede a Educação Física. O motivo é...pasmem-se... os meninos terem vergonha de tomar banho nus, uns em frente aos outros (note-se que têm 10 anos). Alguns deles tomam banho com os boxers e a seguir fecham-se na casa de banho para os substituir por uns boxerzitos sequinhos.

Pois que a minha colega P. que é a directora de turma, lá esteve a explicar-lhes que não têm de ter vergonha uns dos outros. Afinal têm todos a mesma idade e todos somos iguais. Uns mais gordos, outros mais magros..outros mais morenos..enfim..não há que ter complexos. Nisto, um aluno fez um ar circunspecto, levantou prontamente o braço e disse:

"-Isso agora, enquanto ainda estamos no 5º ano, ainda vá...mas quando andarmos no 7º ano e eu tiver um pilão deeeeste tamanho [gesto com os indicadores a indicar uns 30 cm de comprimento] não vou despir-me ao pé dos meus colegas, ah isso é que não vou!"

A minha colega engoliu em seco e segurou-se para não se rir.

Não há como dizer que os jovens não têm esperança no futuro. Isto é que é ser optimista!!!

domingo, 25 de outubro de 2009

E relativamente a boas notícias...

..este fim de semana também foi profícuo!

a) A família F. convidou-nos para um lanchinho na sua nova casa. Apesar de alguns azares durante a sua construção (e de muitos anos à espera da casa de sonho), finalmente estão instalados e felizes. O mais difícil já passou, agora basta muita saúde, paz e felicidade.


b) Os meus amigos G. e E ficaram NOIVOS e já vivem juntos. Apesar de tudo o que correu mal nas suas vidas no último ano (e onde demonstraram ter uma força e perseverança inigualáveis), estão agora felizes e juntos. Ouvi-los falar das tarefas domésticas em conjunto é uma comédia. Ficamos à espera do prometido jantar, mas mais ainda do casório!


Ver pessoas que merecem muito ser felizes alcançar os seus objectivos ou tomar passos importantes na sua vida dá-me muita alegria, bem como esperança no futuro.

Hoje sinto-me....

..como aqueles cãezinhos tristinhos*. Ou então como aqueles bebés que choram.
No fundo...sinto-me uma merda. E não, não me apetece falar sobre isso.





*É óbvio que não vou colocar nenhuma foto porque isso seria demasiado fofinho para este blogue. Isto éum blogue de respeito. Não há cá coisas fofinhas, cutxi-cutxi, queridinhas nem amorosas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Não gosto de falar em ídolos (até costumo dizer que não os tenho)...

...mas se tivesse, seria este senhor.

A minha pessoa preferida.Patch Adams. Que deu origem ao filme com o Robin Williams.

E que deu esta entrevista memorável.

Vejam! "Percam" alguns minutos da vossa vida para a ver até ao final (são dez partes).
Eu concordo com cada palavra.


(post muito na linha do que tem escrito o Sávio a propósito do Nariz Vermelho)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

É impressão minha...

...ou o fim-de-semana passou a correr?
Raios...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Freeedooooommm (gritado assim à moda do Mel Gibson em Braveheart)

Estava mesmo, mesmo a precisar deste fim-de-semana!


sábado, 10 de outubro de 2009

É do conhecimento geral que ando a fazer dieta


É uma dieta rigorosa. Muito mesmo. O facto de ainda só ter perdido 2 Kg (em mês e meio) deixa-me desmotivada (esta semana até fui fazer uma ecografia à tiróide para ver se está tudo bem - e está).

Uma coisa que eu não tinha a noção até estar a fazer dieta é o endeusamento, que grassa pela nossa sociedade, de uma nova profissão (altamente glamourosa e bem vista, nem sei como tem um nome em português): nutricionista.

Quem me disse como é que eu devia ou não comer foi a minha médica de família. Lá está, é médica, não sabe receitar dietas... o problema dela é ter estudado 10 anos para ser médica. Se tivesse estudado 4 para ser nutricionista, aí sim, saberia dizer o que se deve comer ou não e a minha dieta estaria a resultar em pleno.

Toda a gente que se apercebe que estou a fazer dieta me faz a pergunta sacramental: "mas estás a ser acompanhada por nutricionista?" e eu lá respondo: "não, mas sim pela minha médica". Não é raro obter um "pffffffff" só faltava dizerem "amadores...".

É óbvio que eu tenho cerca de 4 ou 5 colegas a fazer dietas acompanhadas por nutricionistas. Qualquer uma come bastante mais que eu (e o mesmo número de vezes). Só houve uma que já emagreceu. As outras andam há 2, 3 meses e ainda não perderam um grama.

Hoje foi a minha mãe, a dizer a uma menina que encontrámos "ela está a fazer dieta mas não é daquelas dietas rigorosas do nutricionista". Até me ia dando uma coisinha má. Eu que ando a sopas e maçãs. Que há semanas que não sei o que é ter conforto no estômago a não ser o dos yogurtes líquidos. Não estou a ser rigorosa? Ah ser rigorosa é sinónimo de nutricionista? OK. Mude-se o dicionário então!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cábula dos políticos

Recebi por e-mail e está genial!
(O pior é que eu acho que isto é mesmo verdade!)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Não gostava de morrer...

...sem voltar a viver aqui.


Quando eu estudava e vivia em Lisboa, num dos fins-de-semana em que vinha a casa, apanhei o autocarro e sentei-me ao lado de uma velhota que, pouco antes, ajudei a carregar as malas. Meteu conversa comigo (como todas as velhotas o fazem). Contou-me sobre a sua vida. Contou-me que sempre foi doente (desde que nasceu). Teve um problema no sangue que a fez levar muitas transfusões de sangue. Disse-lhe que sou dadora de sangue. Ficou comovida e agradeceu-me muito. Falou-me dos seus médicos (em particular da médica que a acompanhou mais de perto de quem é muito, muito amiga). Explicou-me que a doença lhe tolheu as esperanças numa vida normal (motivo pelo qual nunca casou nem teve namorados).
Falou-me do amor da sua vida. A cidade de Lisboa. Viveu lá sempre. Até à doença (nesta altura já eram doenças no plural) se tornar tão incapacitante que não lhe permitia subir as escadas do prédio onde morava e teve de se mudar para uma vivenda no Alentejo, que pertencera a um tio.
Agora apenas ia a Lisboa para as consultas (era o caso desse dia).

Mas de tudo o que me disse, a coisa mais maravilhosa foi aquilo que lhe vem à mente de cada vez que tem de se deslocar a Lisboa. Ao passar a ponte, o seu espírito pensa: "Graças a Deus que ainda vivi o suficiente para vir mais uma vez à minha Lisboa".

Nunca mais vi a velhota. Despediu-se de mim com um abraço, e eu dela com a certeza de que pessoas com sentimentos em uníssono existem.

Hoje em dia, cada vez que passo a ponte sobre o Tejo, o meu espírito diz: Meu Deus, obrigado por poder viver o suficiente para voltar à minha (nossa?) Lisboa!"

Nem toda a gente compreende (ou quase ninguém).
Nem toda a gente concorda (ou mesmo ninguém).

Apenas quem lá viveu... quem percorreu, ouviu, percebeu, conheceu, reconheceu, se impressionou, foi impressionado, cheirou, saboreou, chorou, só quem lá sofreu, só quem lá amou. Só quem SENTIU verdadeiramente a cidade pode adorar Lisboa da mesma forma que eu.

Este fim-de-semana estive lá. O que me avivou a certeza de que só lá conseguirei ser feliz.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

5 de Outubro - Dia Mundial do Professor


(imagem retirada daqui)


A todos os que, apesar de se sentirem um pouco desacreditados, continuam a entrar nas salas de aula todos os dias, a mandar o João tirar o boné, a Sara a pastilha elástica, mandar o Manuel escrever o Sumário, chatear a Joana por se ter esquecido do livro e o Vasco por não ter feito o trabalho de casa.
A todos os que fazem da frase "Olha que levas uma falta disciplinar" a mais repetida do dia.
A todos os que ouvem histórias chocantes sobre a vida dos alunos e tentam ajudar o melhor que podem e sabem, envolvendo-se emocionalmente muitas vezes.
A todos aqueles que, literalmente, passaram e irão passar toda a sua vida na escola.
A todos aqueles que são pai, mãe, médico, psicólogo, companheiro, assistente social, amigo, confidente e professor, tudo ao mesmo tempo.
A todos aqueles que dedicam a sua vida às novas gerações, que dia após dia continuam persistentemente a transmitir conhecimento, valores e afectos, MUITOS PARABÉNS!

Sem desprimor para todas as outras, temos a melhor profissão do mundo e simultaneamente, uma das de maior responsabilidade. Não somos perfeitos, mas apesar da nossa profissão se chamar "professor", aquela que mais desempenhamos é a de "aluno" pois todos os dias aprendemos e crescemos.

Quezílias à parte, todos nós somos quem somos - também - por causa dos nossos professores. Uns marcaram-nos positivamente, outros nem tanto, mas todos ajudaram a construir mais um bocadinho do nosso ser.

Se estamos a ler um blogue, se temos a possibilidade de escrever um, devemos isso aos nossos professores.